segunda-feira, maio 24, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
O rio atrás dos olhos
Eu sinto que eu tenho um rio inteiro de lágrimas pra chorar, mas não tenho coragem de pedir pra algum ombro me segurar, porque eu sei que é chato ficar de choramingos. Então sabe o que eu faço? Eu fujo. Fujo e seguro tudo o que for nó apertando na garganta e não conto nada do que sinto pra ninguém, só pra mim e só nos suspiros pesados que meu pulmão dá antes de dormir. Converso com o anjos por sonho e depois no outro dia o rio ainda está lá, pronto pra estourar a barragem de nós que o segura. Então será que eu sou o quê? Uma boba que procura nem sabe o quê e que foge dos ombros que podiam aliviar a cheia desse rio?

quinta-feira, maio 06, 2010
Poeminha perdido
Vagando por aí, pelo mundo
Por qualquer ou nenhum lugar
A gente se esconde de quem?
A gente se perde porque?
E como, onde a gente se encontra?
Por onde a gente anda que é tão difícil de encontrar?Como se perder se a gente nem sabe onde está...
E se a gente nem sabe porque está, porque se procurar?
Pra que querer se encontrar?
Quem explica?
Quem já se encontrou
ou quem na vida anda perdido,
Como eu, como nós, como todos?
Onde eu estou eu não sei
Quando eu sou eu não sei
Eu só sei que ando perdida, mas por onde e como quem?
quinta-feira, abril 15, 2010
Uns três anos de "pra sempre"
"Teus olhos querem me levar
Eu só quero que você me leve
Eu ouço as estrelas conspirando contra mim
Eu sei que as plantas me vigiam do jardim
As luzes querem me ofuscar
eu só quero que essa luz me cegue..."
(Nem 5 minutos guardados - Titãs)
Quero te ver, falar contigo. Entender porque quando tu chegas perto fica sem jeito, sem ação. Se atropela nas palavras, me olha por baixo, como quem se reprime do que está fazendo. Porque ficas paralisado e depois não sabe nem onde colocar as mãos. Porque tu finges não sorrir quando eu sei que estás sorrindo quando me vê, assim de passagem.
Não tenho mais aquela ilusão que tinha durante os três anos em que eu tive você. Que depois tentei ter outros, mas ainda assim, secretamente, apesar de te negar, queria ter as tuas faltas de jeito, andar contigo pela noite, de mãos dadas, em segredo. Perguntar se teu coração era só meu ou se tu ainda tentavas me preencher com outra Gabriela qualquer.
Será que tu ainda guardas aquelas sensações? E o "te amo pra sempre", será que ainda vale ou o sempre já acabou? Eu ainda guardo a sensação de esperar pelas tuas palavras pra depois te mandar as minhas. A sensação de te olhar em segredo e ser reprovada pelos outros. E depois quando já podia te abraçar e sentir tuas mãos ásperas segurando as minhas. E ver teus olhos me olhando com aquele ar apaixonado, de quem sente um tudo, mas tem medo de ser reprovado.
O teu amor eu não guardo na palma da mão. Eu guardo junto com palavras antigas e viciadas que recebia. Lá com bilhetes trocados em sala de aula, com assuntos infantis sobre desenhos japoneses, com pequenos presentes que recebia. Tenho as fotos e até o mesmo cheiro nas tuas palavras.
Mas eu preciso conversar contigo, saber ao certo o que é e te deixar seguir pra seguir ainda mais livre o meu caminho e te dizer que o meu pra sempre se transformou e que eu te quero tanto bem.
domingo, abril 11, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Ah, essa liberdade de criar...
Poucas pessoas tem a capacidade de me causar curiosidade e vontade de saber e contar as minhas próprias ideias. Quando encontro alguma dessas pessoas fico endoidecida. Quero falar muito, contar meus planos, ideias, lapsos criativos ou qualquer bobagem que venha à minha mente. Quero dividir e dar um pouco da minha criatividade ao que a outra pessoa inventa. Mas vou admitir, fico tímida, com medo ou receio que me menosprezem, que rejeitem minhas invenções ou sejam sarcásticos com a minha imaginação fértil e meu coração geralmente ingênuo em relação às atitudes das pessoas. Uma das características que admiro nessas poucas pessoas é a capacidade inventiva e a ousadia ou coragem para realmente expressar o que sentem, o que querem inventar, falar, criar.
Talvez o que eu tenha seja uma excessiva auto-piedade, mesmo sabendo o quanto eu tento me desprender desses medos. Quem sabe um dia, quando estiver longe e, aí então, mais perto de mim, eu assuma minhas ideias mesmo que pareçam bobas aos olhos alheios ou até aos meus próprios olhos. Onde será que estão esses dias que eu procuro? Quando será que eles estão?
Essas poucas pessoas me fazem ficar mais perto desses dias que procuro. Pena que elas sejam tão poucas, pena muitas delas morarem distantes e pena não conseguir enxergar com clareza as que estão mais próximas a mim.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Das cidades invisíveis

Eu moro em Valdrada, mas isso não é verdade. Também não é mentira. Eu moro em Turvo, sul de Santa Catarina, o que também não é mentira, mas que com certeza não é uma verdade. Escolhi Valdrada porque é cidade que se reflete. Ela é cidade invisível, criada pelo Italo Calvino, mas eu me sinto muito mais moradora de lá do que dessa cidade onde moro e não vivo. Não é viver no sonho ou na fantasia, mas escolher onde se quer viver e antes de estar onde vai ser o meu lugar, preferir deixar o ar da minha respiração numa cidade que nem existe de verdade.
Mas acontece que encontrei o mapa das cidades invisíveis, as mesmas que o Italo inventou e pra onde Marco Polo decidiu viajar, conhecer e descrever para o imperador Kublai Khan das belezas ou não desses lugares inventados.
A cidade onde eu moro não é ruim. É tranquila, não tem violência, dá pra dormir com a janela do quarto aberta que ninguém entra... Mas mesmo assim não gosto daqui. Não por ser um lugar pequeno, mas por ser um lugar que não cresce dentro de mim. É a cidade da minha infância e da minha adolescência, não quero que seja da minha vida adulta. E tenho meus motivos, mas nenhum que colocasse aqui explicaria meu sentimento.
Dentro de mim tem uma pergunta que nunca se cala: "Qual será minha Valdrada?".
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Amor maior do mundo - parte 1
Apesar de me incomodar um pouco, eu gosto quando ele me espia pela janela, ou pára na minha frente e fica me observando. É tanto amor que sai daqueles olhos que me emocionam, então geralmente eu saio de perto pra não derreter meu olhar fugitivo em lágrimas.
Nunca vou entender pra quê ser tão durona. Deveria ser mais fácil abraçar, dar um beijo e dizer "te amo" pra uma das pessoas mais importantes que se tem na vida. Mas deve ser meu modo de mostrar amor, o mesmo que ele usa quando só me observa e não fala nada. Ou quando ele conta da infância dele, dos pais dele, dos irmãos, da dificuldade na adolescência... sei lá. Me dá raiva de saber que ele sofreu tanto pra chegar onde chegou.
Eu admito que às vezes até fico chateada, mas é meu ego enorme que não me deixa entender o que eu sei que de melhor ele quer pra mim. Deve ser difícil também pra ele, querer dizer alguma coisa e nem conseguir. Eu entendo que é complicado, assim como é complicado pra mim. Devo é ter orgulho por ter puxado a ele esse lado mais fechado. Se falar, choro. Então eu olho um pouquinho, espio quando está dormindo e mesmo assim reclamo quando ele faz bagunça. Mas é tudo amor. É tudo o amor maior do mundo.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
O sonho foi embora?

Não sou uma pessoa que aceita facilmente quando os planos que faço vão embora sem nem me avisar. Tudo bem, tive um desvio de rota, mas meu sonho continua lá, paradinho me esperando pra realizar. Me disseram que "quem sabe não era a hora certa pra eu ir embora" ou que "o que é teu tá guardado, mesmo que demore a chegar". Espero mesmo ter mais muita vida pela frente pra poder realizar todos os meus planos e que eles não me deixem sozinha na metade do caminho.
Hoje fui no mar e conversei com o Papai do céu e com todo o universo. Sei que tudo vai conspirar a meu favor como sempre e tudo vai dar certo porque eu quero e se eu quero, eu consigo. Sou uma otimista irremediável.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Affonsinho e o picolé de alegria
quinta-feira, outubro 08, 2009
As vontades que meus sentidos tem
A palma da minha mão sente falta da tua pele. Cada linha de impressão digital dos meus dedos sentem vontade de te acariciar o rosto, a nuca. Minha pupila só quer enxergar tua imagem e meus braços só querem te apertar num abraço sem tamanho. Minhas pernas querem, com a ajuda dos meus pés, correr na tua direção e a minha boca só quer dizer teu nome. Meus ouvidos querem ouvir tua vóz me chamando e meu peito quer encostar no teu pra sentir o coração batendo.
Minhas cordas vocais querem amanhecer cantando no teu ouvido e a palma da minha mão quer guardar um beijo teu. Os fios do meu cabelo querem voar enquanto corro pra te encontrar e meus dentes querem sorrir de tanta felicidade quando ver. Minha língua quer sentir teu gosto e meu pescoço quer de volta os beijos que arrepiam todos os pelos do meu corpo. Minha cintura quer tuas mãos e eu, inteira, quero teu colo.
Meu corpo inteiro quer sentir o teu e minha alma quer encostar na tua.
Minhas cordas vocais querem amanhecer cantando no teu ouvido e a palma da minha mão quer guardar um beijo teu. Os fios do meu cabelo querem voar enquanto corro pra te encontrar e meus dentes querem sorrir de tanta felicidade quando ver. Minha língua quer sentir teu gosto e meu pescoço quer de volta os beijos que arrepiam todos os pelos do meu corpo. Minha cintura quer tuas mãos e eu, inteira, quero teu colo.
Meu corpo inteiro quer sentir o teu e minha alma quer encostar na tua.
quarta-feira, outubro 07, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
Das estações do ano
Mas não fiz questão de levantar cedo da cama porque sentia que precisava sentir o macio dos meus travesseiros e das fronhas de algodão acariciando meu rosto. Pensei quão bom seria se recebesse mais do que carinho de travesseiros e cobertores todos os dias pela manhã, mas não. Recebo carinho por cada estação que passa. No verão tenho sorrisos, abraços de muita gente e bebida que acaricia minha garganta. Depois vem o outono e as despedidas. Acabam-se os abraços de tanta gente e ficam as músicas pra acariciar a saudade e os ouvidos. Aí chega o tempo mais frio com carinho de mãe e pai além risada das irmãs e tudo o que é de família. Brigadeiro de panela geralmente entra nessa época, junto com as gordurinhas extras, claro! Na primavera é tempo de mandar amor de mentira embora. Foi sempre assim. Amor que nascia, quem sabe num outono, crescia naquele frio de inverno e ia embora com os perfumes sonolentos da primavera. Nem me importava, porque de tudo o que preciso das estações guardo nos meus sorrisos internos e no carinho que trago dentro dos travesseiros junto com os sonhos de ser bem maior.
Mas sabe bem que não me interessa entender direito cada estação, porque tenho sede de viver e buscar e aprender e ver coisas diferentes e novas pros meus olhos. Cada ciclo um novo começo e em cada começo mais surpresas e mais ânsias e mais, e mais, e mais...
domingo, março 29, 2009
Convite
Abro estradas nos meus poros e te deixo navegar nas minhas veias. Possuo explosões com teu toque, terremotos com teu olhar que me diz sem som e sem nada. Guardo a sensação da tua mão encostando na minha e do beijo que te dei pra guardar, dentro da palma da tua mão. Sinto a tua pele na ponta dos meus dedos e me deixo embriagar com tuas risadas sem fim, tão gostosas, tão altas.
Quer vir passear em mim? Conhecer minhas estradas amarelas, meus campos que de tão verdes são dourados, minhas águas cristalinas com rios e mares cheio de estrelas brilhantes? É fácil, é só você fechar os olhos, respirar fundo, fazer silêncio e segurar minha mão.
Clichê. Sabe?
Quer vir passear em mim? Conhecer minhas estradas amarelas, meus campos que de tão verdes são dourados, minhas águas cristalinas com rios e mares cheio de estrelas brilhantes? É fácil, é só você fechar os olhos, respirar fundo, fazer silêncio e segurar minha mão.
Clichê. Sabe?
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Pequena
Escrevo pra dizer que tenho pensado muito em você. Que devo ter muita dessa saudade, mas nem sei. Ontem à noite, por exemplo. Lembrei bastante de você. Dos sorrisos, do sotaque carioca e carinhoso, das risadas. De quando me ligou no meio de um show pra me deixar escutar palavras de um palhaço cantor. Se eu pudesse escolher as pessoas que fosse abraçar todos os dias, escolheria essas melhores pessoas que conheci na minha vida. Porque tem gente que a gente abraça mas que nem sente. Que afrouxa o abraço e se solta do que a gente sente. Mas você, sem que eu tenha abraçado, sei que tem um abraço que segura e que sente. Deve ter esse abraço que fica morando na gente durante dias, meses, anos... pra sempre? Você que é linda assim, que me dá carinho de pegar na mão e medir dedinhos de lã vermelha em papel pardo pintado com canetinha hidrocor. Me trouxe palavras, amizade, amor. Você que mora em mim, pequena. Que é um anjo, eu sei. Você bem que tenta disfarçar, mas veja, estudou psicologia pra poder cuidar das pessoas. Te faz bem cuidar, faz mais bem pra quem tem a satisfação de te ter por perto. Você que mora aí longe, nessa cidade maluca que eu nem conheço. Nessa São Paulo cheia de coisas e de nada, deveria visitar meus campos verdes, minhas águas límpidas. Não te vejo, quase não falo com você, mas divido as coisas em pensamento e coração. Te conto as minhas alegrias, desabafo um pouco das angustias chatas que aparecem pra apertar a garganta e depois desfaço os nós pensando no que dirias pra mim. Você que não é mistura de ninguém, que é única e tem esse coração gigante que sabe-se lá, Deus, como te cabe. Você que tem sol como meu ascendente: sagitário. Com esse teu sorriso lindo, grande e as promessas de um dia abraçar e um dia, trocar um chocolate quente, uma coca-cola. Você que é minha amiga e eu digo que amo sem nenhum medo, porque amar nunca dói e até de longe assim, sem tocar, se sente. Você cuida do meu coração, que me trata feito criança e que sabe do meu dentro sem mesmo se dar conta. Pra você, Juliana, eu deixo meus mil carinhos e mais umas montanhas de abraços, pra que você sempre encontre um ombro pra repousar a cabeça quando estiver cansada e precisando de um tempo de silêncio. Você que é linda, que é anjo. Pra você eu agradeço pelo simples fato de existência. Obrigada, Juju!
quarta-feira, janeiro 07, 2009
de fazer com a saudade
Se eu te disser que estou com saudade, nem verdade vai ser. Saudade nem se diz, só se sente e se mata. Mas você me proíbe até de sentir e isso me dói. Ai, essas dores que tu me causa. Me diz pra quê? - Pra nada - Porque tu estás aí, com tuas afeições, teus afetos, tuas brincadeiras e risadas tão roucas e gostosas de ouvir. Pare de ser falta e vazio em mim, por favor!? Queria mesmo fazer esse apelo.
E se acaso você não existisse? Será que as coisas se tornariam mais fáceis? Será que você seria outra pessoa e eu, alguém diferente do que sou agora? Não por ti, já que quem eu sou eu sou por mim, mas por tudo o que me passa nesses dias em que fico assim, meio oca, meio cheia de ruas sem saída, meio. Fico pela metade, parece. Te procuro em todos os cantos. Quero te ligar, mas preciso te dizer que não, que sempre não. Se tu não existisses eu não teria essa saudade idiota que me machuca tanto e que tanto me tira o sossego. Te escrevo cartas mentais o tempo todo. Te conto tudo tudo. Divido até bizarrices e os choros de crise existencial. Meu bem, sou mulher. Típica. Cheia de complicaçõezinhas e idiotices feministas.
Mas concluo, não quero que você exista. Vou colocar na minha cabeça que você só foi uma invenção. Um das mais bonitas que já inventei e que custei ter vontade de jogar fora de tanto que me apeguei. Desapareça você e essa saudade inventada.
terça-feira, novembro 11, 2008
De dividir o que é bonito
E essa vontade de dividir beleza. De deitar num peito, escutar um coração batendo devagar, calmo... de escutar um som de piano, assim bem bonito. De dizer que as tuas manchas marrons por dentro do verde dos teus olhos, atrás das tuas lentes que aumentam o grau daquilo que vês me intrigam e que eu gosto tanto. E essa vontade de te deixar bilhetes escondidos, cartazes colados. Queria te dividir tanto, com tanta gente, te mostrar essas coisas bem bonitas que os outros têm porque me tratam com tanto carinho, me dão colo, balas, cerveja, cigarros. Posso te mandar boas notícias, também. Porque do lado de cá, eu tenho colecionado tudo o que é bom. Amigos, afetos, carinhos, amores. Encosta teus dedos com delicadeza na palma da minha mão. Eu acarinho em cima dos olhos e te acalmo, te protejo de tudo. Até do que não se protege, porque me ensinaram que segurança não existe, que só existe a vida e o viver e eu quero, vida e viver assim, bem bonito. Silencia, porque te quero tanto bem. Deita no meu mundo, divido tudo com você.
domingo, outubro 19, 2008
E o que fica é só o amor
É que você não me dói. Você não me dói mais, sabia? E é tão bom sentir tua dor em mim esvair-se em solidão e te ver ali, sorrindo feito bobo. Te ver brincando de viver e vivendo as tuas brincadeiras me alegra e não me aperta o peito. Quero te ver ser assim, bonito. Te admiro tanto e gosto tanto do tamanho do teu abraço até quando não me serve e eu gosto que tu me sirva, mas não me dói mais saber que tu estejas vestindo outros braços. Não me dói e eu te amo. Te amo porque sim. Vai dizer que não? Vai me proibir de sentir amor por você, também? Meus amores não morrem, se transformam. Obrigada por transformar-se em amor puro, em mim. Eu te amo.
(meu amor mais bonito de olhos de estrela e dedos coloridos)
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