Domingo, Fevereiro 12, 2012

Caminho novo, sem manual

Alguém tem um manual de viver e de o que fazer? Porque às vezes eu me perco um pouco... Troco tudo. Faço as coisas ao contrário. Começo pelo fim. Troco as coisas de lugar. Escolho coisas erradas e não há ninguém pra me alertar. Isso deve ser o que se chama vida. Mas já está na hora de voltar a acertar...
Vai lá, vida! Vai lá coração! Está na hora de se abrir de novo. Estou pronta pra aprender o que for. Vamos logo e faça valer a pena!

Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

Um ano - SaudaDê


Amanhã faz um ano. Eu estava na maior expectativa... Já passava de meia noite quando meu telefone tocou com um número estranho, mas com prefixo de Campo Grande... Pensei: Deve ser a Dê me avisando que chegou em Garopaba. Não, era a Ferz, me falando algo que parecia bem absurdo: "Acidente", "Família", "Todos se machucaram mas estão bem", "Perdemos a Dê, Bi...". Não dava pra acreditar. Eu estava feliz demais! Seria a terceira vez que ela viria, a segunda que iria pra minha casa da praia e seria nosso segundo final de semana inteiro juntas. Tinha combinado cantorias, sorvetes... a gente sabia que seria lindo. Ela era minha amiga, uma irmã de alma. Não dá pra explicar direito, porque nossa amizade cresceu de longe, mas sempre que nos encontrávamos, nos compreendíamos só de olhar. Era a pessoa mais linda e pura que eu conheci. Era quem não entendia de coisa ruim, mas era mestre em amor e bondade. Era minha companheira de bola de chiclete.
Depois dela, minhas letras silenciaram. Criou-se um vazio no som de tudo o que eu pudesse escrever. Ela preenchia com música meus poemas e textos bobinhos e assim eu os achava lindos e achava que ela era mais linda ainda, por conseguir entender sem ter que perguntar nada. Dê era artista de coração e alma. Era linda em todos os sentidos. Ela coloria a todos que tiveram essa sorte grande de tê-la na vida.
Denise era cor, música, passo de dança, risada, doce, Peter Pan em corpo de Sininho. Denise era amiga, amor, irmã, prima.
Ela ria da minha maneira de explicar coisas do interior, mas achava bonito. E eu me apaixonei por Campo Grande sem nunca lá ter ido. Dê agora é saudadê, daquelas bem grandes! Daquelas que deixam um vazio... é procurar algo que a gente nunca mais acha, mas viver com um sentimento bom por dentro, apesar de toda a saudade. Dá pra entender como é uma coisa dessas? Eu estou achando bem difícil de explicar...
Espero que nesta data, todos que a amavam possam sentir a alegria que havia no coração dela e serem tocados pela paz do Papai do Céu.
Minha vida mudou bastante de um ano pra cá e a mudança maior ainda está por vir e toda vez que eu penso, ouço o som da voz dela me dizendo: "Bi, vai ser lindjo! Não desista, nega!".
Amor é assim, a gente sente saudade, chora um pouco, lembra e ri outro pouco, depois volta a viver como toda a força, pra aproveitar todas as oportunidades que a vida dá.
Vivo pela amizade que tínhamos e por essa afinidade de alma e por saber que assim, ela faz parte de mim também.
"Dê, se hoje eu pudesse, diria mais uma vez: Te amo e nos vemos na próxima! Até mais."

Quinta-feira, Novembro 24, 2011

Suspiros tempestuosos

Respiro fundo, os suspiros são muito fortes e parecem tempestade varrendo tudo dentro do meu peito. Abrindo algumas portas, derrubando algumas paredes. São suspiros do que ainda virá, não do que já se foi. O bom dos suspiros é que eles mandam embora também o que é ruim. Vai-se tudo, pra se construir tudo de novo (ou algo novo).
É bom ter caminho novo pra seguir. É bom seguir o que há anos a intuição já dizia. É muito bom suspirar por sua própria vida, por suas escolhas e por si mesmo.
Imagine-se preso a uma vida que não anda, que não vai pra lado nenhum. Imagine-se fazendo o mesmo todos os dias, e esse mesmo, ao invés de enchê-lo de vida, o esvazia. Então imagine-se fazendo algo que o encha de prazer e entusiasmo. Agora junte a imaginação com todos os suspiros tempestuosos, o mais forte que puder! Depois agradeça por já ter alcançado aquilo que tanto queria e que tanto lhe fará grande.
Pronto, agora é "só" viver.

Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Quando depois?

Parar de fazer as coisas amanhã e fazer tudo hoje. E que seja bem feito. E que seja vivido.
Amanhã nunca chega pra quem vive esquecendo a alegria que tem em viver o momento presente. Deixar para depois o que não é de agora e aproveitar agora o que já chegou. Só.

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

O tempo que parou

Depois que você foi embora o tempo parou um pouquinho. Ficou naqueles dias em que combinávamos quando você viria e naquele final de semana, que eu combinei amizade, amor, músicas, luau num mirante bem bonito. Depois, naquela noite que não dormi, que não acreditei. O tempo parou aqui dentro de mim no dia que você foi embora. Parou naqueles dias viajando junto, cantando junto, rindo, dividindo chopp. Parou no abraço no pátio da minha casa, no reflexo no espelho, nas tuas letras no meu mural improvisado. O tempo ficou parado dentro de mim sem uma parte importante, que eu sei, que mesmo de longe, em outra dimensão, no que for, só continua quando te encontro num sonho. Desses que se sonha dormindo ou só olhando pra fora da janela. O tempo parou no meu coração e você me faz uma falta infinita. Eu sei que vai haver reencontro, mas ainda não consegui me acostumar com a ausência. Havia e há muita coisa pra dividir. Só agradeço por ter me deixado outras pessoas que são reflexos do seu amor. Assim tenho você em tempo corrido, em vários corações. Você é amor em tempo que não anda mais. Você é tempo que não passa. Você é amor que ficou em mim. Minha amiga, princesa, pequena, cantora... Denise.

Terça-feira, Setembro 06, 2011

Desenlear

Alguns dias parecem nó. Se apertam antes mesmo de acordarmos. São agoniantes, pesados. Parecem flutuantes, mas são pesados como rocha. Alguns desses dias os pés não querem andar. As pernas querem repousar e os braços só querem se enfiar em baixo das cobertas ou dos travesseiros. Na verdade, não. Dias assim se quer todas as coisas ao mesmo tempo. Viajar e ficar. Sair mas permanecer. Encontrar mas não ver. Conversar sem ter que falar. Dias assim são cinzas, mas sempre se pode melhorar. É hora de aumentar o volume do rádio e se tomar pela canção. Um rock despretensioso, uma balada, qualquer coisa. É hora de desfazer os nós. Desenlear-se dos fios presos e sorrir. Só ir.

Segunda-feira, Setembro 05, 2011

Divisões

É preciso saber dividir. Entusiasmar-se com um pedaço de bolo, com um brigadeirinho de colher. É sorrir quando as mãos dançam no vento do carro acelerando. Brincar com os pingos de água no chuveiro, com a espuma do banho. Tocar piano imaginário na sua perna, ritmar com as mãos juntas, dançar com os dedos. É sentar na praia, respirar a maresia, falar nada ou falar muito e sobre qualquer coisa. É saber a hora de parar mesmo querendo continuar. É aprender a ser pai ou mãe de gente grande e estar disposto a ouvir um "não" quando se for ajudar. É deixar-se sumir pra respeitar espaço, porque até o espaço deve ser dividido. É fazer carinho na palma da mão e no pulso. Guardar o cheiro no travesseiro, sonhar acordado e dividir planos. Mostrar fotografias, músicas, ilustrações, quadrinhos. É ensinar e aprender uma língua nova e inventar, porque não, uma língua ainda mais nova e diferente. Dividir palavras, choros, sorrisos, família, amigos. Os brinquedos e mais qualquer coisa.


"É preciso estar distraído e não esperar absolutamente nada. Não há nada a ser esperado, nem desesperado. (CFA)"