terça-feira, julho 22, 2008

A cidade que se desbota

Certo, se você decidiu voltar, eu não poderia impedir, discordar e nem trancar as suas malas com cadeado. Não! Só poderia abrir os portões da minha cidade inversa e te deixar ir. Você que não soube entender meus reflexos e nem conseguiu entrar além das primeiras ruas e praças. Já nem lamento mais. Talvez você não tivesse mesmo preparo para se entregar à um lugar tão repleto de encantos profundos. De casas com sofás vermelhos e almofadas douradas. Você acabou deixando de lado tudo o que eu não saberia explicar em palavras e tudo o que se sente quando se vê a imagem refletida do lado inverso da cidade. Você foi embora pra continuar encantando olhos que têm a sorte de te contemplar todos os dias, ou quase. Que descobrem as belezas que você contém. Mas as belezas de cá são maiores porque se refletem e, apesar de duplas, são diferentes e se juntam numa só.
Te desejo uma boa viagem e se quiser, minhas portas estarão abertas pra você voltar. Só tome cuidado para não se perder, se por acaso decidir caminhar além da pequena entrada da cidade, de onde você não conseguiu passar.

4 comentários:

Rômulo disse...

Gostei dessa expressão, "cidade inversa", ficou bem inserida!
É, deixar as portas abertas costuma deixar com que inesperados apareçam.

Genial foi o seu comentário, genial mesmo!

William*** disse...

E se mapa fez?
Plantou semente que dali uns anos se transformará numa grande árvore que será farol guiando o marujo de volta ao seu porto seguro...
Cuidar do jardim...plantar o que trará frutos ou o que embelezar e talve o que faça lembrar..
Bjo Gabi!

jujucartoon disse...

tomara que quebre o pé hehehe
¬¬
fofo o texto, e concordo com o Rômulo, muito bacana mesmo o uso da expressão.
beijocas xuxu

Ingrid Biann disse...

uma moça labirinto esperando aquele que vai entender os caminhos, sem fugir pra saída. ;)